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Diario Do Nordeste - 14/05/04
Vencida grande parte das questões burocráticas, começam a ser definidas as ações que vão resultar na construção do Aeroporto Internacional de Camocim/Parazinho, na Costa do Sol Poente. Quem fala sobre o assunto é o presidente do Grupo Marilha, Cesare Dal Molin, responsável pelo Projeto Camocim Global Village, que prevê a implantação de hotéis e de toda a infra-estrutura para promover o desenvolvimento turístico da região.
“Sem aeroporto não terá hotel e sem hotel não terá aeroporto”. A conclusão é do empresário Cesare Dal Molin, que considera o aeroporto prestes a decolar, com a construção, exploração e administração a cargo da inciativa privada. Isto será possível logo que o Governo do Estado decida fazer uma licitação, com base nos encaminhamentos que tornam viável a construção do empreendimento.
Dal Molin esclarece que o Plano Diretor Aeroportuário foi aprovado pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) em julho do ano passado, para ser implantado entre Camocim e Granja, na localidade de Parazinho, eqüidistante de Camocim e Jericoacoara e com viabilidade de acesso para outros pontos turísticos da região.
De acordo com o projeto, o aeroporto terá uma pista de 3.300 metros, o que permitirá pousos e decolagens de grandes aeronaves, bem como, futuramente, a operação com cargas.
Interessado no desenvolvimento turístico da região, o Grupo Marilha já colocou à disposição do Governo do Estado uma área de 850 hectares para a construção do aeroporto. A área já foi aprovada pelo DAC e está aguardando a aprovação do projeto ambiental, pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace).
Segundo Cesare Dal Molin, as obras de infra-estrutura - estrada, luz, água, esgoto, alfândega e bombeiros - estão previstas com recursos do Prodetur II, que também incluem o prolongamento da Rodovia Estruturante (CE 085) até Viçosa do Ceará. Parazinho fica a 37 quilômetros de Camocim e a 39 de Jericoacoara. A primeira etapa do aeroporto custará US$ 25 milhões e já existe interesse de bancos de desenvolvimento em financiar 50% dos recursos.
HOTÉIS - Para justificar a construção do aeroporto e tornar o turismo sustentável, Camocim deverá contar com o mínimo de dois mil leitos e receber dois mil passageiros por semana. Dal Molin está confiante em superar esta necessidade afirmando que há uma grande disponibilidade financeira no mercado europeu para financiar projetos sustentáveis no Brasil.
“O aeroporto é uma certeza”, diz Dal Molin, acrescentando que a idéia é que as obras comecem ao mesmo tempo - aeroporto e hotéis.
O Grupo Marilha dispõe de uma área de 600 hectares para construção dos hotéis, toda aprovada pela Semace e com projetos de intenções assinados pelo Governo do Estado para infra-estrutura. |