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Diario Do Nordeste - 15/02/03
Por conta da privatização da Rede Ferroviária Federal S.A, alguns imóveis da empresa passaram para a responsabilidade da Companhia Ferroviária Nordeste (CFN). O restante, permaneceu com a Rffsa. Entre estes imóveis estão casas, terrenos e estações. ‘‘Estas últimas, a Rffsa está querendo vendê-las às Prefeituras para que elas possam preservá-las e assim, manter o patrimônio histórico da cidade’’, diz o chefe do escritório Regional da Rffsa, José Maria Braga Costa.
De acordo com José Costa, o acervo da rede inclui mais de 33 estações. Destas, as de Mauriti, Arrojado, Iguatu, Quixadá, Sobral, Crateús e Fortaleza são operacionais e estão na responsabilidade da CFN. O restante, vem sendo negociada com as administrações municipais. ‘‘A idéia é que as Prefeituras fiquem com estes prédios, até porque é interessante preservá-los pela importância histórica que cada umas das estações têm para com a cidade’’, observa José Costa.
Ele ressalta que as estações de Camocim e Massapê, por exemplo, foram erguidas em 1881e fazem parte do primeiro trecho ferroviário do Ceará, também construídos por volta de 1800, do ramal que liga Sobral à Camocim. José Costa explica que todas as estações que fazem parte deste ramal - Camocim, Massapê, Senador Sá, Uruoca, Matinópole e Granja - estão em negociação com as referidas prefeituras.
Quanto a estação ferroviária do Crato que vem sendo invadida por famílias sem-teto, José Costa esclarece que a Rffsa está em negociação com a Prefeitura e até o final do mês, caso não haja uma solução, a estação irá para concorrência pública.
José Costa diz que no próximo mês de março haverá uma concorrência pública onde serão vendidos vários imóveis da Rffsa, entre eles, casas, terrenos e estações ferroviárias. A concorrência é aberta ao público. José Costa ressalta que as administrações municipais que estiverem interessadas em adquirir estações ferroviárias, não participam da concorrência. Neste caso o prefeito deve negociar diretamente com a Rffsa.
Ele conta que o Governo do Estado tem demonstrado interesse na viabilização de um projeto que tem como proposta a preservação histórica das ferrovias, com a conservação das estações espalhadas pelo Estado. ‘‘Este projeto é a melhor alternativa para a recuperação e manutenção das estações e assim, preservar a história do Ceará’’, conclui José Costa. |