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Diario Do Nordeste - 02/06/03
O potencial turístico do Ceará começa a ser visto sob novo enfoque, desta vez, moldado para assegurar maior sustentabilidade aos negócios, despertando o interesse dos investidores privados. A versão dessa política começa a se concretizar com o Pólo Ceará Costa do Sol.
A área para aproveitamento racional dos atrativos naturais situa-se entre Aquiraz, no Litoral Leste, e Barroquinha, no Litoral Oeste, extremando com o Piauí. Compreende 18 municípios litorâneos, onde essa atividade se multiplica em razão do fluxo de visitantes, os quais, aos poucos, lhes foram descobrindo as belezas.
A Costa do Sol conta com infra-estrutura essencial ao desenvolvimento ordenado dessa atividade. Estradas, transportes regulares, energia, saneamento básico e telecomunicações integram a oferta de serviços imprescindíveis a qualquer investimento.
Além do mais, a iniciativa privada vem ocupando os espaços proporcionados pela procura de acomodações, fazendo surgir hotéis, pousadas e restaurantes, com capacidade de atender à clientela flutuante. Ainda assim, resta o imenso potencial que justifica os investimentos futuros.
A região praieira do oeste do Ceará tem no complexo industrial e portuário do Pecém outro trunfo para crescer. E o ordenamento dessa expansão se torna necessário para a demanda futura. O porto em operação, a usina termoelétrica prevista para produzir energia em dezembro e a instalação de uma siderúrgica modificarão o quadro econômico e social do Vale do Cauípe.
Paracuru, Lagoinha e Jericoacoara são áreas consolidadas, a última por sua projeção internacional. O novo foco de exploração do potencial turístico situa-se no entorno de Camocim, onde inversões financeiras expressivas em complexos hoteleiros estão mudando a face da região. Um aeroporto de médio porte poderia impulsioná-lo decisivamente.
O Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, tem apoiado o esforço do governo para mudar o perfil econômico do Estado. A opção por essa atividade decorre do amplo leque da cadeia produtiva em que, aos atrativos do meio ambiente, se juntam a culinária, a produção artesanal e a hospitalidade do povo.
Essas pré-condições não esgotam as necessidades do padrão ideal de qualidade do serviço ofertado. Faltam o aproveitamento dos profissionais qualificados para esse mercado de trabalho, o engajamento em programas de treinamento e aperfeiçoamento dos grupos já empregados e a difusão do respeito ao visitante. Turista explorado não retorna.
Tais preocupações devem sensibilizar todos os responsáveis pelos serviços utilizáveis pelos visitantes. Outro cuidado diz respeito ao suporte para proteção do turista, oferecido pelos órgãos de segurança pública. O Ceará está inserido entre os dez primeiros destinos turísticos do País. Se melhorar a qualidade dos seus serviços, ganhará posição mais expressiva. |